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No meio do caminho, várias pontes

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As principais pontes localizadas nas fronteiras e divisas do Paraná que levam, trazem e fazem a história do estado Se em Minas Gerais havia uma pedra no meio do caminho, no Paraná, há pontes. São 2.360 quilômetros de fronteiras e divisas que separam o Paraná, com seus quase 200 mil quilômetros quadrados de área, de outros estados e países latino-americanos. Cercado por água em toda a extensão de sua costa leste e na quase totalidade dos seus limites ao Norte e ao Oeste, é por meio de pontes que se tem acesso ao Paraná e, por meio delas, é possível conhecer a história política, social e econômica do estado. Foi justamente o abandono político, econômico e social em que se encontrava o Paraná, além da falta de justiça, que fez com que o capitão Bento Viana, em 1821, clamasse para que a comarca de Curitiba e Paranaguá fosse emancipada da capitania de São Paulo. O clamor foi respondido pelo juiz com um “Ainda não é tempo” e, somente 32 anos depois, a emancipação do Paraná foi concret...

A coalhada que ganhou Curitiba

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(Crédito Padaria América) Incêndio destruiu a tradicional Confeitaria Schaffer, localizada na Rua XV de Novembro, no Centro da capital paranaense. Mobilização popular foi essencial para a reconstrução e para o ressurgimento do prédio no fim da década de 1970 A capa do periódico dominical, de 22 de outubro de 1978, trazia estampada a manchete: “Apenas recordação diante das cinzas”. A matéria do Diário do Paraná relatava o incêndio que na noite anterior havia destruído, por completo, um tradicional ponto de encontro de Curitiba, a Confeitaria Schaffer. Localizada na região central de Curitiba, no número 424 da Rua XV de Novembro – habitual espaço de encontro e de discussão de ideias, assuntos contemporâneos e de manifestações populares –, a confeitaria foi devastada pelas chamas. “Do ambiente refinado, discreto e familiar, restaram uma velha geladeira inaproveitável devido ao fogo, e as raríssimas mesas de mármore e ferro, do século passado que acompanharam a Leiteria...

A primeira transmissão de TV em Pato Branco completa 50 anos

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O resgate dos primórdios da comunicação televisiva no Sudoeste do Paraná. O trabalho de homens que fizeram a história da comunicação Embora algumas cidades paranaenses tenham mais de 300 anos, a emancipação política do Paraná é bem mais recente, datada de 1853. A exploração do território além capital e região litorânea ocorreu, principalmente, no fim do século XIX e início do século XX. O ritmo de desenvolvimento das cidades e o acesso às inovações tecnológicas eram distintos e, até mesmo, restritos. Estradas, energia elétrica, telefone foram conquistas lentas e graduais. Motivados pelo empreendedorismo, homens dedicaram-se à implantação do sinal de televisão no Sudoeste do Paraná. A transmissão oficial da televisão brasileira foi realizada em setembro de 1950 e recebida por aproximadamente 100 aparelhos espalhados pela cidade de São Paulo. O responsável pelo evento foi o empresário das comunicações Assis Chateaubriand, dono da pioneira TV Tupi Canal 3. Em Pato Branco e em to...

Bilhões para o campo paranaense

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O agronegócio é uma das principais atividades econômicas do Paraná. (crédito Banco de Imagens) Com o anúncio do Plano Safra 2019/2020 poderão ser aplicados em todo o Brasil R$225,5 bilhões pelo crédito rural. Desse total, cabe ao Paraná a fatia de quase R$ 12 bilhões Grande produtor de alimentos, com participação relevante e significativa no desempenho da agricultura brasileira e nas exportações, o estado do Paraná ocupa, segundo dados do Departamento de Economia Rural da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, o segundo lugar na quantidade de grãos produzidos no país. Somente na safra 2017/2018, o volume de aveia, centeio, cevada, ervilha, fava, feijão, girassol, milho, soja, sogro, trigo e triticale plantado somou 34,5 milhões de toneladas. “O Paraná tem papel de protagonista na agricultura brasileira e possui uma das lavouras mais diversificadas no país. Temos a agricultura como carro-chefe da economia, uma participação muito importante na riqueza gerada, n...

Um império chamado HM

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Hermes Macedo Grupo paranaense Hermes Macedo chegou a ter 263 lojas em seis estados brasileiros, 15 mil colaboradores e patrimônio avaliado em US$ 500 milhões. Sucessão familiar e planos econômicos levaram à falência da empresa na década de 1990 Em uma sala de reuniões, diante de um questionamento feito durante entrevista sobre qual seria a sua preocupação com o futuro da empresa de sucesso que havia fundado há 50 anos, o empresário de reações rápidas e perspicazes paralisou. A resposta de Hermes Macedo à equipe de comunicação e marketing , em 1982, foi relacionada à gestão e sucessão. “Ter quem continue o que eu construí até agora”, lembra-se da resposta do empresário o então diretor de Marketing e Propaganda do Grupo Hermes Macedo, Sinval Martins. A preocupação de Macedo tinha fundamento. Segundo matéria publicada na Revista Pequenas  Empresas Grandes Negócios , o momento da transição de gestão em empresas familiares tem se mostrado crítico e desafiador. Os dados reve...

Em constante transformação

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  O consumidor e o ato de consumir passam por modificações o tempo todo. Comércio e prestação de serviços precisam estar atentos às demandas e antecipar-se aos novos hábitos Uma mercearia. Um balcão, distintos itens pendurados e expostos de maneira aleatória ou cuidadosamente ordenados. Sacos de ráfia ou de algodão com produtos a granel, dispostos pelo chão. Papel e barbante para embrulhar compras, uma caderneta de fiados e de contas a receber. Uma loja de tecidos e confecções. Diversos cestos promocionais espalhados por toda a área de vendas, transbordando de mercadorias e as fazendas seguindo diretamente para as salas de costura, à espera de uma peça sob medida. Uma loja de sapatos. Vendedores à porta, em sistema de rodízio, aguardando o próximo cliente, a próxima abordagem. Um táxi. Um mapa impresso, dividido em colunas e linhas, letras e números, em busca pelos nomes das ruas da cidade. Pequenos mercados com itens restritos a hortifrúti, enlatados e açougue. Por muito...

O tempo. O trabalho. O ócio

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O homem desenvolveu milhões de máquinas para poupar tempo mas a cada hora, é a escassez de tempo que aflige a humanidade. Para dissertar sobre “Tempo, Trabalho e Ócio na Sociedade Pós-Industrial”, o Projeto Phi – Encontros de Conhecimento, com patrocínio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), trouxe a Curitiba, em abril, o sociólogo italiano, Domenico De Masi. Domenico De Masi O sociólogo explanou sobre o triângulo: tempo, trabalho e ócio, e pontuou que a humanidade precisa reduzir a jornada de trabalho, passar a desfrutar das possibilidades que a tecnologia proporciona e, aceitar que o ócio criativo é a única possibilidade de tornar esta era melhor. “A passagem do tempo é subjetiva e um dos fatores mais misteriosos da nossa vida. Ela acontece e passa enquanto fazemos outras coisas. Heráclito dizia que o tempo é criança jogando e brincando. A vida média alongou-se e, em vez de termos muito tempo, passamos a viver a ausência dele. Criamo...