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Quando um violeiro toca

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 Com Teatro Guaíra lotado, Almir Sater abriu programação cultural da Semana S no Paraná “Minhocas arejam a terra; poetas, a linguagem”, foi citando um “pantaneiro legítimo”, o poeta Manoel de Barros – “o pai do João” –, que o músico Almir Sater recebeu a equipe da Revista Fecomércio PR para uma entrevista, quando de sua participação na abertura da programação cultural da Semana S, no Paraná, em show que lotou o Teatro Guaíra, em Curitiba. Almir Sater, no Teatro Guaíra | Crédito imagem: Cassiano Rosário Buscador constante da simplicidade, dono de uma voz mansa e sempre acompanhado de sua viola que traduz o Brasil do Meio-Oeste, Sater revelou sua proximidade com a família Barros. “Eu conhecia o Manoel como o pai do João, meu amigo, e só fui conhecê-lo como poeta na década de 90. Quando estávamos fazendo a novela Pantanal, mandaram um livro pra lá e todos os atores da novela começaram a dizer que o cara era o máximo. Foi aí que me dei conta que era o pai do João e quando li as poesia...

Caipira pirapora

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Sesc PR realiza a segunda edição do Festival de Música de Raiz.   Além de valorizar a música, cancioneiros e violeiros paranaenses,   o evento trouxe a Curitiba o músico Renato Teixeira Genuinamente brasileira, a música caipira nasceu em solo nacional. Ela é, talvez, a maior representação cultural de traços característicos e peculiares da identidade do povo brasileiro. É miscigenada, resultado da mistura da música indígena, com a europeia e a africana. “Quando da vinda dos portugueses, em 1500, foram trazidas nas caravelas as violas europeias. Aqui, padres jesuítas viram a possibilidade de utilizar a viola e a música para catequizar os índios, surgindo o cururu e o cateretê, ritmos exclusivos da música caipira. Com os africanos, foram adicionados os ritmos, os batuques e cantos dolentes. A nossa música caipira foi tomando o formato que vemos hoje”, conta o pesquisador e radialista Maikel Monteiro. Quando Leonardo Boff escreveu Depois de 500 anos: que Brasil ...