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Dobrado, a marcha brasileira

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Espalhadas por todas as regiões do país, as bandas cumprem o papel de formação de músicos. Em sua 20ª edição, o projeto Sonora Brasil apresenta “Bandas de música: formações e repertórios” ABandinha (Carlos Navarro) Elas chegaram ao Brasil quando os jesuítas por aqui aportaram e acompanharam os primeiros agrupamentos militares. Desde então, as bandas de música se espalharam pelo país, mantiveram semelhanças, mesmo repletas de particularidades e diversas diferenças. Dos militares, as bandas assimilaram características marcantes como o uso de uniforme, repertório de marchas e a instrumentação, e foram responsáveis pela criação de um gênero musical tipicamente brasileiro: o dobrado. Para o doutor em Música, Fred Dantas, a maior parte daqueles que estudam a evolução das bandas de música no Brasil creditam a chegada da Banda da Armada Real, acompanhando Dom João VI, como “marco inicial da banda de música moderna em nosso território. As bandas de música, fanfarras e filarmônicas...

Sonoros Ofícios

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O Sesc realiza há 18 edições, o Sonora Brasil – maior projeto de circulação musical do país – e, em 2016, traz às regiões Sul e Sudeste quatro grupos para as apresentações de Sonoros Ofícios – Cantos de Trabalho Destaladeiras de Fumo de Arapiraca e Mestre Nelson Rosa O trabalho árduo começa logo nas primeiras horas de sol, prolonga-se durante todo o dia e adentra à noite. São meses de dedicação ao plantio, rega, limpeza do canteiro, manejo, preparo dos varais para secagem das folhas de fumo até que elas estejam prontas para o destalo. Para amenizar as agruras nas lavouras de fumo, tradicionais na cidade de Arapiraca-AL, o canto ainda faz parte da rotina laboral. “A atividade é braçal e as pessoas contavam que o trabalho cantado é mais alegre e a plantação fica mais bonita. Nas lavouras de subsistência, os trabalhadores fazem seu trabalho entoando canções. Na cidade que foi celeiro da cultura do fumo, Arapiraca, os agricultores trabalhavam cantando, desde o plantio até os salõe...

Sesc traz ao Paraná a tradição das canções de trabalho

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Projeto Sonora Brasil apresenta em quatro cidades paranaenses o canto como expressão musical relacionada às atividades laborais Em agosto, o Sesc Paraná traz ao estado as Destaladeiras de Fumo de Arapiraca e Mestre Nelson Rosa para a primeira etapa do projeto Sonora Brasil, que em 2016 traz como tema “Sonoros Ofícios – cantos de trabalho”. Foram selecionadas quatro cidades paranaenses para receber as apresentações: Curitiba (10/8), Ponta Grossa (11/8), Maringá (13/8) e Londrina (14/8). Destaladeiras de Fumo de Arapiraca e Mestre Nelson Rosa Os cantos de trabalho são, na maioria das vezes, uma prática coletiva e, apresentam o papel de aliviar o desgaste físico e aumentar a produtividade, além de servir como forma de lamento e de crítica. O primeiro grupo a se apresentar no Paraná é formado por cinco mulheres de Arapiraca, na zona rural do agreste alagoano, e Nelson Rosa, mestre de coco de roda reconhecido como patrimônio vivo do estado de Alagoas. O cultivo do fumo foi a...

Violas em Concerto é o tema da última etapa do Sonora Brasil 2015

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Unidades do Sesc PR recebem músicos com formação  erudita para apresentar Violas em Concerto O Sesc Paraná recebe em dezembro os músicos Fernando Deghi e Marcus Ferrer para a quarta e última etapa do projeto Sonora Brasil, em 2015. Na bagagem os músicos trazem as violas e, no repertório, músicas do período colonial brasileiro e composições contemporâneas. A primeira cidade paranaense a receber o duo é Curitiba, no domingo (6). Em seguida, os músicos farão apresentações nos municípios de Paranaguá (7), Ponta Grossa (8), Guarapuava (9), Francisco Beltrão (10), Foz do Iguaçu (11), Maringá (13) e Londrina (14). Em sua 18ª edição, o Sonora Brasil, projeto de música do Departamento Nacional do Sesc, traz como protagonista do espetáculo, nas regiões Sul e Sudeste, as Violas Brasileiras. Ao fim de 2015, serão 480 apresentações, em 130 cidades, tornando-o o maior projeto do país de circulação musical. Marcus Ferrer e Fernando Deghi Paraná no Sonora Embora tenha na...

Sonora Brasil chega ao Paraná com Violas Nordestinas

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A tradição do repente e seu improviso, as violas de machete e a erudita nordestina foram apresentadas neste sábado (8) e domingo (9), em Curitiba e Paranaguá, na primeira etapa do projeto Sonora Brasil, com Violas Nordestinas. Importantes músicos do cenário nacional trouxeram ao público as diferentes vertentes da viola tocada no Nordeste. O violeiro, violonista e compositor Antônio Madureira, radicado em Recife (PE), foi líder de uma das maiores expressões musicais – o Movimento Armorial. A convite de Ariano Suassuna, com quem trabalhou por 42 anos, liderou o Quinteto Armorial, com a proposta de fazer música popular com elementos eruditos e tocou ao lado do escritor em 220 aulas-espetáculo, em 120 cidade pernambucanas. Ivanildo Vilanova Crédito: Ivo Lima Madureira participou da primeira edição do Sonora Brasil há 18 anos e hoje percorre o Brasil, pelo projeto, pela terceira vez. “A viola que trago é a popular conectada à erudita e já há uma tradição grande no Brasil int...

O século da viola

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Ela chegou ao Brasil pelas caravelas e, desde então, agrada os ouvidos brasileiros. O modo de se tocar viola no país é único e, ao mesmo tempo, diverso. Em 480 concertos musicais, o Sesc apresenta no Sonora Brasil: Violas Brasileiras Peculiar e diversa, única em sua pluralidade e unânime no gosto popular. A viola foi fundamental no desenvolvimento da música no Brasil e, desde que por aqui chegou, ganhou o gosto popular. “A viola é, reconhecidamente, um instrumento com uma brasilidade muito clara e todo conhecimento da viola está focado, principalmente, na da região Sudeste. Existem não só outras formas físicas do instrumento, como outros repertórios espalhados pelo Brasil”, revela o assessor técnico de Música do Departamento Nacional do Sesc, Gilberto Figueiredo. Músico e contador de causos, Paulo Freire Em sua 18ª edição, o Sonora Brasil, projeto de música do Sesc, traz como protagonista do espetáculo, nas regiões Sul e Sudeste, a Viola Brasileira. Serão 480 aprese...

Tambores e batuques

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Sonora Brasil traz ao Sul do Brasil a tradição oral das quilombolas – comunidades constituídas, predominantemente, pela população negra Raízes do Bolão (Foto: Iran Lima) Samba de Cacete da Vacaria (Foto: Armando Sarubby e G. Rodrigues) Alabê Ôni (Foto: Laureano Bittencourt) Raízes do Samba de Tocos (Foto: Adenor Gondim) Uma república mestiça étnica e culturalmente. É assim que José Honório Rodrigues, um dos mais importantes historiadores brasileiros do século passado, define o Brasil. “Não somos europeus nem latino-americanos. Somos tupinizados, africanizados, orientalizados e ocidentalizados. A síntese de tantas antíteses é o produto singular e original que é o Brasil atual”, classifica o historiador. Elemento constitutivo da identidade nacional, o negro africano – uma das raças formadoras do povo brasileiro – trouxe na bagagem a sua tradição cultural e espiritual. Para apresentar ao público paranaense o tambor, um dos itens fundamentais, e até mesmo sagrado,...