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Prazer, Enedina

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A paranaense Enedina Alves Marques rompeu barreiras ao se tornar a primeira negra engenheira no estado e no Brasil Ela desafiou padrões sociais e acadêmicos. Em plena década de 1940, em uma Curitiba de pouco mais de 145 mil habitantes, Enedina Alves Marques ingressou no curso superior de Engenharia, na Faculdade de Engenharia do Paraná. Negra, filha de pais pobres, separados e mãe lavadeira, Enedina entrou para a história ao se tornar a primeira mulher negra no Brasil a se formar em Engenharia e a primeira mulher a obter esta certificação no Paraná. Enedina Alves Marques Nascida em janeiro de 1913, a caçula Enedina foi a única filha mulher do casal Paulo e Virgínia, pais de outras cinco crianças. Ainda na tenra infância e com os pais separados, acompanhou a mãe e os irmãos que foram morar e trabalhar na casa da família Nascimento.  Ana Crhistina Vanali, uma das organizadoras do livro Os Nomes da Placa: A História e as histórias do monumento à Colônia Afro-brasileira de Curitiba , a...

As pequenas grandes geradoras

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Mensalmente, os mais de 500 pequenos  empreendimentos hidrelétricos espalhados  pelo Brasil produzem juntos quase 6GW de potência Gregos e romanos, há mais de quatro mil anos a.C., já faziam uso da água em movimento para mover rodas e criar energia, capaz de irrigar lavouras, moer grãos e fornecer água potável às comunidades. Na região que hoje abriga a Bósnia, Montenegro e Croácia, os moinhos d´água eram utilizados desde o século II a.C. e, na Ásia, em período muito próximo, também. Leonardo da Vinci chegou a dizer que a “água é a força motriz da natureza”. O uso das quedas d´água, como fonte de energia, faz parte da história brasileira. Em 1883, em Diamantina (MG), entra em operação a Usina Ribeirão do Inferno, marcando definitivamente o país como grande produtor de energia hidrelétrica do mundo. A inauguração da usina mineira, ainda em funcionamento, ocorreu apenas um ano depois da invenção das lâmpadas incandescentes por Thomas Edison e da primeira usina hidr...

Rio Iguaçu, uma indústria de energia

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Com mais de 1.320 km de extensão, o principal rio do Paraná abriga seis importantes usinas hidrelétricas e é a força motriz energética do estado Geladeira, ferro elétrico, lâmpadas, máquinas de lavar e de passar, ar-condicionado, televisor, micro-ondas, computador, cafeteira, liquidificador, chuveiro e outros tantos aparelhos e utensílios domésticos. Foi a partir da década de 1920 que uma infinidade de eletrodomésticos invadiu e revolucionou os lares brasileiros. A curva de consumo de energia, desde então, vem em uma crescente com o incremento da indústria brasileira no pós-guerra. A variedade e a quantidade de equipamentos ligados continuamente ou de maneira esporádica em uma residência geram – segundo o levantamento da Companhia Paranaense de Energia (Copel), realizado no último dezembro – um consumo médio mensal de 165 kWh no Paraná. Este número chega a triplicar com as severidades climáticas no inverno e no verão. Embora algumas cidades paranaenses tenham mais de 300 an...

É o fim do caminho

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 Há 12 anos, a Polícia Federal fechou a Estrada do Colono. Com o uso de tratores destruiu o leito da estrada e, a balsa que fazia a travessia de veículos e da população foi dinamitada. O sonho da reabertura deste caminho permanece vivo   Iria e Anildo Theisen, moradores de Porto Lupion Quando os fogos de artifício, cornetas, surdos e timbaus celebram o Sete de Setembro do outro lado do Rio Iguaçu, a melancolia toma conta do casal Iria e Anildo Theisen , moradores de Porto Lupion, região de Capanema, Sudoeste do Paraná. A tristeza dos dois tem um motivo: há mais de uma década a estrada de 17,5 quilômetros que ligava Capanema a Serranópolis do Iguaçu foi fechada e, desde então, os Theisen e outras milhares de pessoas, colonos ou não, aguardam esperançosos pela reabertura do Caminho do Colono. Antigos proprietários de uma lanchonete que funcionou até 2001, os Theisen contam que a localidade morreu com o fechamento da estrada - que julgam arbitrário. “Se vem visita aqui...