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Mostrando postagens com o rótulo História do Paraná

A curitibana Guerra do Pente

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Violentos conflitos ocorreram na capital paranaense em 1959 durante três dias, motivados pela não emissão de uma nota fiscal   Fazia apenas oito dias que a Secretaria da Fazenda do Estado do Paraná havia realizado o primeiro sorteio da campanha “Seu Talão Vale um Milhão” – uma estratégia do governo Moysés Lupion para aumentar a arrecadação de impostos. Era oito de dezembro de 1959 e o burburinho sobre o novo milionário curitibano, Hamilton Constantino, e os demais premiados tomava os jornais e o boca a boca pelo estado.  No mês seguinte, logo após a virada do ano, já seria possível trocar cada três mil cruzeiros em talões fiscais por cupons e concorrer em um novo sorteio. Ninguém queria perder a oportunidade e, em cada nova compra realizada, um talão fiscal era solicitado. A legislação vigente dava conta que o empreendimento comercial era obrigado a fornecer a nota sempre que a compra ultrapassasse o valor de 50 cruzeiros. Mas naquela terça-feira de...

Charmoso Johnscher

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Hotel Johnscher, em Curitiba Inaugurado em 1917, Hotel Johnscher guarda o charme das primeiras décadas do século XX aliando conforto, hospitalidade e cultura Foi nas páginas do Diário da Tarde, de 14 de julho de 1917, que a viúva Victoria Johnscher fez um comunicado ao público curitibano, informando aos senhores passageiros, imigrantes e excelentíssimas famílias que um novo estabelecimento de hospedagem estava sendo inaugurado na cidade. “Communico que abri á Rua Barão do Rio Branco n. 55 (em frente ao Palácio do Governo), um importante Hotel sob a denominação de Hotel Johnscher ”. A nota ainda dizia que no local os hóspedes encontrariam conforto durante a estada. “Quartos bem arejados, Banheiros de 1ª ordem, obedientes aos mais rigorosos preceitos da hygiene, optima cosinha e espaçosas Salas de visitas. Todos os dias, especialmente aos sabbados e domingos, temos um variado menu”.  Anúncio publicado no Jornal Diário da Tarde Acervo da Hemerotena Digital da Biblioteca Nacional O a...

O café da terra roxa

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Ciclo econômico do café foi o responsável pela exploração da região Norte do Paraná, criação e desenvolvimento de algumas das principais cidades do estado   Enquanto a erva-mate e a madeira foram os ciclos econômicos que levaram às regiões Centro-Sul e Sudoeste do Paraná a serem colonizadas e exploradas, a pecuária foi responsável pela passagem e fixação dos tropeiros nos Campos Gerais e o ouro no litoral e capital do estado, o café levou a expansão da monocultura paulista ao norte do Paraná, o desenvolvimento e a criação de algumas das mais importantes cidades paranaenses tornando vazios populacionais em regiões prósperas e urbanizadas. Exemplo disso é Jacarezinho, Londrina, Apucarana, Maringá, Paranavaí, Arapongas entre tantas. A cultura cafeeira no Paraná foi a continuação das plantações que vinham desde Minas Gerais – quando do esgotamento da exploração aurífera –, passando pelo Rio de Janeiro, São Paulo, até chegar às ter...

Do ouro ao porto

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Em 2018, Paranaguá – a primeira cidade paranaense – completou 370 anos, ocupando a 10ª posição entre os municípios mais populosos do estado e detendo o nono maior PIB do Paraná Primeira referência cartográfica da baía de Paranaguá mencionando os locais de extração de outro, em 1653. Crédito: Museu Ultramarino de Lisboa/Livro Minas do Paraná Embora o Paraná tenha surgido como província somente em 1853, a história do litoral do estado começou a ser escrita mais de trezentos anos antes. Os primeiros relatos históricos sobre a cidade de Paranaguá contam que a região, até então habitada pelos índios carijós, recebeu em 1550 exploradores e aventureiros europeus que chegaram em busca de ouro. Em terras paranaenses, chamadas na época de Capitania de São Vicente, foram encontradas as primeiras minas com produção de ouro no Brasil e deu-se início à exploração regular das minas de Paranaguá em 1578. Para Luís Tadeu Cava e Antonio Liccardo, em Minas do Paraná , “não se pode precisar o...